A Ministra das Infra-estruturas e Economia do Mar, Sara Lopes, anunciou que o Governo vai adquirir, directamente ou em parceria com o sector privado, mais um ferry boat em Espanha para garantir ligações regulares entre as ilhas. O financiamento da nova embarcação, que vai juntar-se ao Kriola e Liberdadi, já está garantido, afirmou a governante à RCV.Sara Lopes anuncia compra de mais um ferry boat em Espanha
Sara Lopes explicou que estão a ser resolvidas neste momento algumas questões administrativas para se avançar com o investimento. "Eventualmente, vamos lançar um concurso público para que as empresas privadas possam também trazer navios para operar as rotas marítimas, de acordo com as linhas a serem concessionadas”, garantiu, reconhecendo que desde 2008 o défice em termos de ligação marítima é cada vez maior pelo que, enquanto não se encontrar uma solução definitiva, o Governo continuará a procurar respostas para o sector.
Segundo a Ministra, a situação no sector dos transportes marítimos inter-ilhas é complexa e não pode ser resolvida a curto ou médio prazo. Aliás, isso só deverá acontecer quando o Governo tiver os recursos necessários para fazer a reforma que já está desenhada. Sobre este particular, garante que toda a legislação para as concessões já está pronta e que está-se a fazer a reestruturação do Fundo do Desenvolvimento de Transportes Inter-ilhas.
Enquanto isso, e em resposta às reclamações dos utentes de São Nicolau, que pedem o regresso do Liberdadi, a Ministra diz que não existe défice para esta ilha, o que falta é conforto para os passageiros. "Temos de assegurar o mínimo de ligações entre as ilhas. O Liberdadi só começou a operar no ano passado, mas trouxe um outro nível de conforto. As pessoas habituaram-se e agora aceitam mal a sua redução. Mas os navios têm de operar em boas condições pelo que, até o Kriola proceda às intervenções que tem de fazer, não pretendemos intervir para obrigar que este opere”, pontua.
Já em relação à deslocação do ferry de norte para sul do país, diz que Brava não podia ficar isolada. “A ilha é servida apenas por via marítima. Estávamos preocupados com as ligações Fogo, Brava e Santiago. Mas, mais do que isso, é preciso ter em conta que o CVFF é uma empresa que nasceu de origem privada. O Estado só passou a ser accionista há dois anos, com a incorporação do Praia d´Aguada que está em processo de profunda reparação para entrar em operações. Fez-se um contrato de obrigação de serviços com a CVFF para assegurar o eixo sul", explicou.
Fonte: ASemana Online