O Banco Mundial (BM) defendeu esta segunda-feira,13, que a África deve usar a queda no seu crescimento económico como uma oportunidade para aprofundar as reformas estruturais, diversificando o sector produtivo com aposta em domínios como as manufacturas.
A necessidade de África ampliar o seu tecido económico foi enfatizado pelo economista chefe do BM para África, Francisco Ferreira, e por Punam Chuhan Pole, um dos economistas principais da instituição, durante uma videoconferência em Maputo, Moçambique.
“Este ano é de grandes desafios para África, porque a sua economia sofrerá uma queda - passando de 4,5% em 2014 para 4% este ano - o que pode significar uma grande oportunidade para o continente aprofundar a transformação estrutural que precisa”, afirmou o brasileiro Francisco Ferreira, a partir de Washington.
"A transformação estrutural implicará que os países saiam de uma economia profundamente baseada nos recursos naturais e matérias-primas para uma base produtiva mais alargada”, sintetizou.
Francisco Ferreira sublinhou que o abrandamento da economia africana será mais sentida pelos principais países exportadores de petróleo, incluindo a maior economia da região, Nigéria, e também Angola, alertando para o imperativo de os ajustamentos orçamentais serem cautelosos, para não afectarem os mais pobres.
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